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GRANDE LOJA FEMININA de PORTUGAL A 6 de Maio de 1983, levantou colunas a segunda Loja portuguesa (uma existiu nos primórdios do século 20) se apenas contarmos as Lojas femininas independentes e não as de adopção. 15 maçonas da GLFF, francesas, depois de um ano de reuniões preparatórias, receberam luz verde para iniciar a maçonaria feminina em Portugal como fundadoras da Loja Unidade e Mátria. Nela foram integradas as quatro aprendizas, que nesses dias subiram a companheiras tendo sido iniciadas 6 novas maçons. Unidade e Mátria foi crescendo e tinha já iniciado 33 Irmãs dispensando assim a presença das suas fundadoras, quando foram levantadas colunas de mais duas Lojas, ambas a 21 de Fevereiro de 1988: a Loja Lusitânia, a Oriente de Lisboa que contou com 15 fundadoras das quais 4 portuguesas, embora ainda sem ofício; e a Loja Invicta, a Oriente do Porto, com 14 fundadoras, das quais 6 portuguesas mestras já com ofícios. Integravam esta última Loja duas companheiras portuguesas, também como adjuntas de ofícios. Todas as fundadoras eram diferentes o que significa que se empenharam 19 mestras francesas e dez mestras e duas companheiras portuguesas nesse trabalho. Se para as portuguesas não foi fácil viajar regularmente para o Porto, mais difícil terá sido para as nossas Irmãs de França (uma aliás do Luxemburgo), as quais quero aqui homenagear. Estavam criadas as condições, para, com o desenvolvimento destas duas Lojas, se começar a preparar a Obediência. Enquanto isso, também em 22 de Fevereiro, mas de 1992, dez anos depois das primeiras inciações de maçonas portuguesas, criava-se mais uma quarta Loja a Oriente da Figueira da Foz, a Loja Claridade que já não necessitou de auxílios exteriores. Foram fundadoras 17 maçonas, das quais já só duas francesas, ou antes, portuguesas da GLFF que viviam uma em França e outra no Luxemburgo, movidas por laços de afecto. Foi assim que, em 1993, haviam já sido iniciadas em Portugal 88 mulheres, começaram os trabalhos directos para a criação da GLFP. Foram trabalhos preparatórios e exploratórios, de maturação. E a partir de 21 de Dezembro de 1994, com diversas reuniões entre as 4 Veneráveis das Lojas, foi feito o arranque final com a ajuda directa da GLFF. Durante um ano, os primeiros passos foram, como era natural, hesitantes. Até que, em Janeiro de 1996, a G.’.M.’. Adj.’. da GLFF, Marlène Vannier, reuniu com as Irmãs disponíveis (24 Mestras, 8 Companheiras e 10 Aprendizas). Nessa reunião foram fixadas as condições e regras para a estruturação da Obediência de forma a que no Congresso da GLFF desse ano, em Setembro, fosse votado o nosso pedido de patente que seria entretanto apresentado e assinado pelas 4Veneráveis Mestras das Lojas portuguesas, pedido a que teria de se juntar o nosso projecto de Constituição. Foi constituída uma Comissão de Coordenação de 12 Mestras, cada Loja tendo eleito, em Sessão e por voto secreto 3 Mestras com mais de três anos. Esta Comissão tinha por mandato elaborar os termos da Constituição da futura Obediência e de os submeter a uma AG para que seriam convocadas todas as Mestras. O projecto a discutir e votar teria de ser sujeito às Lojas com um mês de antecedência. O voto positivo necessitaria de 2/3 das Mestras presentes. Assim se fez e AG teve lugar a 24 de Março desse ano. O projecto de Constituição aprovado (ainda viria a sofrer pequenas modificações propostas pelo Conselho Federal da GLFF) e o pedido de patente assinado nesse dia pelas 4 Veneráveis em exercício, (de que só está hoje entre nós a Manuela Cruzeiro) foi enviado à GLFF. Estudado no Conselho Federal e enviado para estudo nas Lojas francesas, a GLFF aprovou enfim a criação da obediência Portuguesa no seu Congresso de Setembro de 1996 e a 7 de Dezembro o Conselho Federal aprovou também a data de 29 de Março de 1997 para a entrega da patente. Vale a pena um parêntesis para observar o seguinte. Há já muitos anos, a GLFF havia criado uma Loja chamada Rosa dos Ventos cujo objectivo tem sido a de fundar Lojas e eventualmente criar Obediências fora de França. Portugal foi, curiosamente, o único país onde as primeiras Lojas e em seguida a Obediência não foi fruto do trabalho da Rosa dos Ventos, mas de Irmãs, que de uma forma ou de outra tinham laços com Portugal, e como já vimos, com o impulso forte, entusiasta e fraterno dos Irmãos do GOL, apoio que nunca deixaremos de reconhecer. Entretanto os trabalhos da Comissão das Doze continuaram. Havia então já 124 maçons portuguesas iniciadas em Portugal. Antes da cerimónia de Instalação, em Fevereiro de 1997, uma nova AG de Mestras portuguesas foi convocada para eleger, em Sessão Solene, por voto secreto, o primeiro Conselho Federal de 18 membros e de entre elas a 1ª Grã Mestra portuguesa, a nossa Irmã Manuela Cruzeiro. Desse Conselho Federal faziam parte Mestras de todas as Lojas. Em seguida foi só preparar as festividades. Para a ocasião, o Júlio Pomar ofereceu-nos um desenho de que foi feita uma litografia de que ainda existem bastantes exemplares e que pode ser comprada pelas II que quiserem. É um belo Pomar, de um estilo sóbrio e que tem nele muito do que podemos representar. Tudo correu bem, como previsto. E como os povos felizes, diz-se que não têm história, talvez também não haja no futuro muito mais a contar. Foram desde então levantadas colunas de mais sete Lojas, em Lisboa, Leiria, Coimbra e Évora. Das quais a última fez esta ano o seu primeiro aniversário. E provavelmente no início do próximo ano maçónico a Luz chegará ao Algarve com a nossa 12ª Loja.. Até ao passado Congresso de Setembro de 2006 tinham sido iniciadas nas LL portuguesas 339 mulheres, sem contar com as 4 iniciadas de início em França. Este ano devemos, creio, contar mais 40 iniciações ou à volta disso. Mas na Obediência, hoje, só somos umas 250. As 93 que nos faltam, foram caindo, por razões várias, ao longo destes 24 anos. Cabe-nos continuar um trabalho cuja força e vigor sustente no caminho da LUZ todas as que estão e vierem a estar, afim de que consigam encontrar na nossa fraternidade o apoio de que todas precisamos em busca do aperfeiçoamento espiritual e moral de cada uma e da humanidade. Alocução de Maria Belo no décimo aniversário da GLFP. |
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